|
|
||||||
|
Estados Unidos: uma tragédia global Por Luis Ribeiro e Helena Avelar, Lisboa 11-09-2001 Um
ataque terrorista sem precedentes atingiu hoje os Estados Unidos, dando
violenta expressão aos receios que desde há muito se manifestavam
na consciência colectiva. O momento astrológico Em
termos astrológicos, este poderá ter sido o culminar dos
efeitos da oposição entre Saturno em Gémeos e Plutão
em Sagitário, que prenunciava situações de violência,
especialmente na área da política internacional. Saindo deste panorama mais vasto (já que oposição é relativamente prolongada) e passando à análise da lunação anterior ao evento, encontramos indicações de uma tensão muito grande. Nesta Lua Cheia (ver figura) a oposição Plutão-Saturno é nitidamente activada pela oposição Sol-Lua, formando uma Grã-Cruz em signos mutáveis. Esta cruz ocorreu praticamente conjunta aos eixos Ascendente-Descendente e MC-FC do mapa dos USA. (ver figura)
Também Marte, o planeta do conflito e da guerra, entrou em Capricórnio, signo da sua exaltação. Note-se que todos os momentos de tensão e intensidade emocionais são perfeitamente caracterizados pela oposição Lua-Marte que ocorreu nas horas seguintes. O poder desta oposição foi intensificado pela sua conjunção ao eixo nodal.
Trânsitos ao mapa natal dos USA Os
trânsitos ao mapa natal dos USA são impressionantes. Por
outro lado, no início do ataque, Mercúrio e o Ascendente
estavam a 14º de Balança, formando uma conjunção
exacta com Saturno e uma quadratura ao Sol natal dos USA. Este trânsito
simboliza uma chamada de atenção para as suas estruturas
e instituições, assim como a própria identidade
do país.
Outro aspecto digno de nota, embora de actuação mais prolongada, é o trânsito de Neptuno ao Nodo Sul do mapa dos Estados Unidos. Esta configuração gera um sentimento colectivo, ainda que vago, de insegurança. Numa súmula geral, podemos afirmar que a configuração predominante foi a já referida oposição Saturno-Plutão. Este aspecto "de fundo" terá sido activado na Lua Cheia anterior e "explodiu" hoje, quando a Lua transitava em Gémeos, vazia de curso, rumo à oposição com Marte, no grau 1 de Capricórnio. Verificou-se que, para além do choque, da indignação e da tremenda convulsão nas relações internacionais, o Mundo compartilhou um sentimento de perda irreversível e de total impotência perante o ataque. Estes sentimentos - medo e impotência - contam-se entre as mais infelizes características dos aspectos tensos Saturno-Plutão. Uma busca de significado Face
a uma catástrofe destas proporções, parece-nos
mais importante buscar as suas causas profundas do que procurar "sincronias"
entre o movimento dos astros e o compasso da tragédia. Depois do dia de hoje, "nada será como dantes" - como tantas vezes afirmaram os repórteres de todo o Mundo, ao longo do dia. Na memória de todos nós ficarão gravadas a fogo algumas situações impossíveis de esquecer - o acenar aflito das pessoas presas numa das Torres do World Trade Center prestes a ruir; um grupo de seres humanos festejando a morte de outros seres humanos; e este comentário de um jornalista português, que veio dar voz aos nossos piores receios: "Se o Pentágono pode arder, qualquer coisa no mundo pode arder". A
queda dos quatro aviões mudou a face da América e, ao
mesmo tempo, mudou também a consciência colectiva. Ambas
as mudanças trazem consigo a irreversibilidade de Saturno-Plutão. A
próxima Lua Nova, no dia 17, poderá trazer-nos alguma
resposta quanto ao rumo que decidamos tomar. A lunação
vai ocorrer muito próximo do MC e apenas a dois graus de distância
da posição de Neptuno no mapa dos Estados Unidos. Será,
sem duvida, uma etapa importante. Resta-nos
esperar que esta tragédia irreversível transporte em si
a semente de algo positivo. Que esse efémero sentimento de união,
nascido no dia em que aconteceu o impensável, não tenha
sido em vão.
|
||||||
|
|
||||||
|