| E os planetas modernos, Urano, Neptuno e Plutão? |
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Como não são visíveis a olho nu, os
planetas trans-saturninos não fazem parte do sistema astrológico tradicional
(que se baseia naquilo que é visível a partir da Terra). A Tradição, com toda a
sua complexidade e eficiência, não contempla o uso destes corpos celestes e
funciona perfeitamente sem eles.
Até ao final do séc. XIX os
astrólogos hesitavam em incluir Urano e Neptuno nas suas interpretações, pois
os seus efeitos astrológicos não eram conhecidos. Só a partir do séc. XX é que a
sua utilização astrológica se torna prática corrente, gerando muitas teorias
quanto aos seus efeitos. Um breve estudo da “evolução” dos atributos
astrológicos conferidos a estes corpos celestes revela muitas lacunas e muita
especulação teórica quanto às suas propriedades. Muitas delas foram aceites
como certas sem que tivesse havido oportunidade de testar os seus efeitos na
prática. Além disso, a metodologia usada para descobrir os atributos destes
planetas é, também ela, muito questionável.
Em resumo: a função actualmente
atribuída a Urano, Neptuno e Plutão (assim como aos asteróides e outros corpos
celestes menores) tem fundamentos práticos muito dúbios. A sua aplicação na
interpretação astrológica deve ser bem ponderada, pautando-se sempre por uma
atitude experimental.
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